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25/05/2016 | Notícias

Comparativo: Toyota Hilux SRX x Ford Ranger Limited 2017





Se 2016 é o ano das picapes no Brasil, a Toyota “queimou a largada” ao lançar a oitava geração daHilux no final do ano passado. Sair na frente foi importante para a picape retomar a liderança entre as médias, mas as rivais não ficaram paradas.

A Ford atualizou a Ranger com tecnologias novas para o segmento, tentando recuperar a lentidão na largada. A picape da Ford demorou mais de 1 ano para chegar ao Brasil, depois de aparecer renovada no exterior pela primeira vez, enquanto a Hilux levou metade do tempo.

G1 avaliou as versões mais desejadas (e caras) das duas picapes médias. O resultado pode ser visto neste comparativo, em que as duas mostram evolução e foco no objetivo de dar mais conforto aos passageiros, mas sem deixar de lado a força necessária para sobreviver em regiões mais rústicas.



Primeiro acesso
No tamanho, as duas picapes são bastante parecidas e exigem o mesmo esforço para subir. As versões topo de linha possuem ajustes elétricos para o banco do motorista, mas apenas a Hilux vem com acesso sem chave e partida por botão – um detalhe que dá sensação de estar em um carro de luxo.

Infelizmente essa impressão de alta qualidade não se estende ao acabamento. Embora tenha melhorado bastante, tanto em design, quanto em ergonomia, os interiores não têm aquele refinamento que se espera de um carro de R$ 180 mil.

As duas cometem o mesmo pecado de usar muito plástico rígido, mas cada uma tentou disfarçar do seu jeito. A Toyota chegou ao ponto de criar uma costura falsa no material texturizado para dar a impressão de couro, enquanto a Ford usou uma pintura “cromada”.

No visual interno, a Ranger parece mais moderna, com tela sensível ao toque maior e quadro de instrumentos digital com duas tela configuráveis. A Hilux se atualizou também, mas manteve um ar conservador, ressaltado pelo relógio digital de luz verde no meio do painel.

Tecnologias de sedã
Além de partida por botão e chave com sensor de presença, a Hilux SRX tem como diferencial faróis de LED, porta-luvas refrigerado, central multimídia com TV digital e DVD, e dois modos de condução (Power e Eco) selecionáveis por meio de botão.

A Ranger fica devendo estes itens, mas apresenta lista extensa de “mimos” ao condutor. É a primeira vez que um veículo da categoria aparece com piloto automático adaptativo, que acelera e freia de acordo com o carro da frente, e sistema de permanência em faixa, que corrige a trajetória em caso de mudança não intencional de pista.

A lista da Ranger Limited ainda inclui sensor de luz e de chuva, farol alto automático, tela de 8 polegadas e capota marítima de série, que é opcional na Toyota, mesmo na versão mais cara.

Em comum, as duas têm tração 4x4, capacidade de carga de 1 tonelada, câmbio automático de 6 marchas, ar-condicionado digital de duas zonas, sistema multimídia com navegação por GPS, sensores de estacionamento, câmera de ré, assistente de rampa e descida, e rodas de 18 polegadas.

Pé na estrada
Na posição de dirigir as duas estão bem próximas, mas ao tocar o acelerador as respostas são diferentes. A Ranger parece mais ágil, graças ao motor 3.2 com 5 cilindros, que desenvolve 200 cavalos de potência a 3.000 rotações por minuto (rpm).

Movida por um propulsor 2.8 de 4 cilindros e 177 cv a 3.400 rpm, a Hilux demonstra menos disposição na saída, embora a diferença de torque seja pequena: são 45,9 kgfm entre 1.600 e 2.400 rpm, contra 47,9 kgfm entre 1.750 e 2.500 rpm da Ranger.

A picape da Ford leva vantagem também por vir com direção elétrica - mais precisa e econômica que a assistência hidráulica da Hilux. Na usabilidade do sistema multimídia, outro ponto para a concorrente menos vendida. O sistema Sync da Ford é mais intuitivo e a tela responde melhor ao toque.

No consumo de combustível, a Toyota desbanca a Ford. De acordo com dados divulgados pelo Inmetro, a Hilux registra média de 9,0 km/l (cidade) e 10,5 km/l (estrada), enquanto a Ranger percorre 8,5 km/l (cidade) e 10,1 km/l (estrada).



Segurança
Nas versões topo de linha, as duas picapes mostram preocupação com a segurança dos passageiro, incluindo 7 airbags, controle eletrônico de estabilidade e tração, assistente de partida em rampas e descida.

Infelizmente, ao contrário da Ford, Toyota só mostra este zelo para quem tem R$ 180 mil, já que as versões mais baratas não contam com estes equipamentos.


As duas picapes foram avaliadas em testes de colisão pelo Latin NCap, mas o resultado não pode ser comparado devido a uma mudança nos métodos. No final de 2015, a Hilux recebeu a nota máxima (5 estrelas) para adultos e crianças.

Em abril deste ano, o Latin NCap testou uma versão da Ranger que não será vendida no Brasil, sem controle de estabilidade (ESC) e com apenas 3 airbags, e deu 3 estrelas para adultos e 4 para crianças.Além disso, o instituto passou a exigir teste de impacto lateral e ESC em todas as versões para um modelo atingir a nota máxima.

Se a Hilux fosse testada hoje, certamente não receberia a nota máxima.Com relação ao seguro, a picape da marca japonesa apresentou média de R$ 6,7 mil em 5 regiões pesquisadas pela Minuto Seguros, a pedido do G1, indo de R$ 5.750 em São Paulo até R$ 8.842 no Rio Grande do Sul.Como a Ranger 2017 ainda está chegando às concessionárias, não foi possível estimar o valor do seguro. Mas a versão 2016, que custa R$ 152 mil, apresentou média de R$ 4,8 mil. Em ambos os casos, o perfil pesquisado foi de homem casado, com 35 anos e cobertura de terceiros de R$ 50.000.


Conclusão
A Hilux mudou para melhor e tem grande tradição no segmento - e este fator pesa bastante no nível de confiança dos consumidores. Nos quesitos que avaliam o prazer ao volante, a versatilidade e a cabine, os dois modelos são bem próximos, mas a história muda em relação a equipamentos, desempenho e preço.

A Toyota cobra mais e entrega menos tecnologia. Quem busca racionalmente o melhor valor agregado para o investimento de R$ 180 mil pode considerar a Ranger como uma opção atrativa por conta da tecnologia embarcada e do visual mais moderno.

Além disso, a Ford mostra que também sabe fazer picapes, com a liderança nos Estados Unidos há muitos anos. No entanto, assim como no futebol, o melhor elenco nem sempre ganha o jogo.